Cientistas identificaram um mecanismo inédito em uma bactéria batizada de Drt3b, que demonstrou a capacidade de construir novas sequências de DNA de forma totalmente autônoma, sem depender de uma fita de material genético pré-existente para servir de molde. Até então, a ciência assumia como regra universal que qualquer replicação ou modificação genética precisava partir de um código herdado, contudo, a Drt3b dribla esse dogma e gera novas informações genéticas de maneira independente.
O sistema opera por meio de um complexo proteico chamado DRT3. Enquanto a primeira etapa (via proteína Drt3a) usa um pequeno fragmento como base, o verdadeiro enigma reside na proteína Drt3b, que organiza os nucleotídeos na ordem correta utilizando partes de sua própria estrutura física e aminoácidos como um molde interno.

A principal hipótese levantada por bioquímicos de instituições renomadas, como a Universidade Stanford, é a de que esse mecanismo funcione como uma estratégia de defesa imunológica: ao ser invadido por bacteriófagos, o microrganismo sintetizaria novos genes para produzir proteínas protetoras e travar a replicação do invasor.

O sistema opera por meio de um complexo proteico chamado DRT3. Enquanto a primeira etapa (via proteína Drt3a) usa um pequeno fragmento como base, o verdadeiro enigma reside na proteína Drt3b, que organiza os nucleotídeos na ordem correta utilizando partes de sua própria estrutura física e aminoácidos como um molde interno.
Se for possível reprogramar e domar essas proteínas em laboratório, a biotecnologia ganhará uma ferramenta sem precedentes para sintetizar moléculas de DNA customizadas sob medida, dispensando a necessidade de modelos biológicos prévios. No entanto, o avanço também abre debates sobre a necessidade de vigilância ética, uma vez que a autonomia molecular desses organismos introduz variáveis imprevisíveis para o controle de ecossistemas e biossegurança.
